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O Pantanal de Matogrosso - História Geográfica do Pantanal

O pantanal ocupa cerca de 230 mil Km2 no sudoeste do MT e oeste do MS, estendendo-se até o Paraguai. No verão - época de chuvas - suas terras são inundadas pelas cheias do Rio Paraguai, criando um ecossistema específico que abriga milhares de espécies de aves, peixes, répteis e mamíferos.

A primeira coisa que os turistas percebem é que estão num mundo à parte, em um ecossistema inusitado, onde plantas e animais convivem harmonicamente neste ambiente aberto, onde existe liberdade, é o maior criatório de peixes de água doce do planeta, centenas de aves se concentram nos ninhais e ajudam a encantar o lugar quando migram para lá, estabelecendo o ecossitema, jacarés são realmente abundantes na região, garças, capivaras, jabururs, cabeças-secas, colhereiros, biguás, biguatingas, baguaris, anhumas, outras. Os peixes difíceis de serem vistos, mas abundantes na pescaria são fontes de alimentação do homem pantaneiro, pintado, pacu, dourado, piraputanga, piranhas e arrais com seus ferrões venenosos.

Lá convive a maior ave da fauna brasileira, a ema de 30 Kl e a menor, o beija flor com cerca de 2 gramas.

Existem diferentes tipos de florestas estacionais de terras altas e baixas, aluviais, chaquenhas, variadas espécies de savanas, cerrados, campos de matas e pastagens naturais, formando um verdadeiro mosaico. Possuem campos inundáveis de diversos tipos de brejos e lagoas com plantas típicas como camalotes (plantas que cobrem os rios parecidas com os água pés - este possuem bolsas de ar embaixo dela diferente dos camalotes que não possuem)

Dizem que o Pantanal foi em outrora, um fundo de mar. Resíduos de conchas, esqueletos de peixes petrificados e de animais de fauna marinha, que hoje afloram, mesmo nas pequenas escavações, comprovam isso. A erosão, através dos milênios, foi conduzindo o terreno desgastado dos planaltos, que cercam, em semi-círculo, o fundo do antigo mar para "aterrá-lo" e transformá-lo numa imensa planície. Os Rios Cuiabá e Paraguai e seus milhares de afluentes e sub afluentes, construíram, através do tempo, os troncos dessa drenagem das águas que desciam das encostam das serras fazendo o fenômeno de assoreamento. O fenômeno incomum notado quando os rios enchem, na estação chuvosa, correndo as águas dos seus leitos para os campos circundantes, fazendo as alagações, comprovam o que se afirmam.

 As Cheias

No Pantanal as cheias ocorrem em conseqüência das chuvas locais relacionadas a problemas de drenagem, que dificultam o escoamento das águas. Junto às margens do Rio Paraguai, as cheias formam um lençol contínuo que chega a atingir 4 m de profundidade, mais para o leste para o interior do Pantanal as inundações se limitam as áreas mais deprimidas do terreno chamadas Baías: são lagoas temporárias ou permanentes, de dimensões e formas variadas, muito freqüentes, sendo que entre uma baía e outra há escoamento de água através de cursos denominados Vazantes: são escoadouros naturais de água na época das enchentes, com características de curso fluvial interminente, com vários Km de extensões. As vazantes de caráter permanente que ligam as baías contíguas são conhecidas como Corixos: são pequenos cursos fluviais perenes, de leito próprio. as terras mais baixas estão separadas por elevações denominadas Cordilheiras: são elevações arenosaas, estreitas ou alongadas cobertas de vegetação e cerrado, com alturas que variam entre 2 e 3 metros. Ainda temos as Salinas: que são lagoas de águas salobras permanentes isoladas por cordilheiras.

O Homem Pantaneiro

O homem pantaneiro recebeu dos indígenas Guaranis, Paiaguás e Guatos a agilidade física e o respeito pela natureza, o qual encontra-se praticamente inalterada com mais de 200 anos de ocupação e exploração econômica. A colonização da região remonta ao século XVIII. Simples como ele só, o homem pantaneiro envolve qualquer pessoas com suas histórias e com suas músicas e jeitos simples de caboclo.

Pesca

Para pesca, existem épocas, divididas pelos pescadores da seguinte maneira: Lufada - acontece nos meses de maio até junho, quando os peixes pequenos, nas saídas das baías, são perseguidos pelos de maior porte ocasionando uma "fuga" desordenada destes peixes, ocorrendo uma migração, rio acima de muitas espécies de peixes; Rodada - compreende os meses de outubro e novembro, e caracteriza-se pelas descida dos peixes em direção ao Pantanal para a desova; Piracema - período compreendido entre outubro e março e visa a proteção dos peixes os quais, neste período, desovam, portanto nesta época a pesca é proibida.

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